Turismo ferroviário em debate no Museu Nacional Ferroviário
Conferência internacional lançou o projeto “Viajar no Tempo”
O Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, acolheu no passado dia 15 de abril a conferência internacional “Turismo Industrial e Ferroviário”, um encontro que reuniu responsáveis institucionais, investigadores, especialistas e profissionais do setor para refletir sobre o potencial da ferrovia enquanto ativo turístico, cultural e territorial.
O evento assinalou o lançamento público do projeto “Viajar no Tempo, Ferrovia entre o Vouga e o Dão”, orientado para a valorização do património ferroviário e para a criação de uma oferta turística diferenciadora nos territórios de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades. A conferência reuniu personalidades nacionais e internacionais que debateram a ferrovia enquanto ativo turístico e territorial, capaz de potenciar novas experiências, atrair visitantes e reforçar a valorização do património industrial.
Na sessão de abertura, Manuel Cabral, Presidente do Museu Nacional Ferroviário, sublinhou que o turismo assenta em “duas palavras mágicas: emoção e experiências”, destacando que “tocamos emoções e criamos experiências, que são hoje centrais para o turismo”.
O Presidente da CP, Pedro Moreira, participou no painel “Património ferroviário: um passado com futuro”, e sublinhou que a oferta turística da Empresa tem vindo a evoluir de forma consistente sendo cada vez mais integrada e colaborativa, “reforçando a proximidade com as regiões, as câmaras municipais, as instituições e as empresas locais.” Destacou, ainda, que “os produtos turísticos da CP vão hoje além da viagem de comboio, integrando experiências locais diferenciadoras”, que enriquecem a proposta de valor e reforçam a atratividade dos destinos, abordagem que tem recolhido feedback muito positivo por parte dos clientes.
A conferência reforçou a importância da ferrovia enquanto elemento estruturante da oferta turística, valorizando o passado, criando novas narrativas e abrindo caminho a experiências que ligam mobilidade, património e desenvolvimento sustentável.
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